top of page

Livro disponível nos sites: 

A Universidade já tem quase um milênio. Nos tempos recentes, ela vem mudando: aumentaram os estudantes, que em 2025 eram mais que 264 milhões. Aumentaram também as ocupações que demandam formação superior. Mais ainda, diversificou-se o público que se interessa por cursos universitários: além da elite tradicional, novos grupos sociais agora almejam chegar à educação superior. 

 

Um crescimento tão acentuado obviamente exige alterações no próprio funcionamento das instituições na educação superior. Desde às novas formas de ensino – das salas- auditórios aos cursos noturnos e/ou de curta duração, passando pela educação a distância – até uma nova ênfase na inserção na comunidade, a Universidade deixa de ser a única forma institucional do ensino superior. Temos faculdades bem pequenas e especializadas, alguns centros universitários com uma oferta mais diversificada de cursos, universidades enormes, algumas com muita pesquisa. Existem formações superiores tecnológicas, licenciaturas para formação de professores, os bacharelados tradicionais.

​

Essa expansão do ensino superior pode ser associada a profundas mudanças sociais, especialmente a urbanização e a industrialização, que criam novas ocupações qualificadas. Junte-se a elas um novo perfil demográfico marcado pela maior escolarização da população, o que habilitaria um número maior de pessoas a se candidatar aos estudos universitários. Nesse quadro, a expansão dos sistemas de educação superior atende às novas demandas colocadas pelas sociedades modernas.

​

Para atender esse novo público, mais amplo e diverso, a educação superior não apenas expandiu o número de vagas como também transformou suas funções e diversificou os modelos institucionais. A universidade tradicional, focada na pesquisa e na formação da elite, ainda faz parte do sistema de educação superior. No entanto, é apenas uma parte desse sistema multifacetado, que tem variados tipos de estudos e formas didáticas,

atendendo a públicos distintos. E, muito importante, cumprindo funções diferenciadas, mostrando sentidos diversos segundo o curso, a instituição, ou o grupo de estudantes.

​

Nesse quadro fica a pergunta: será que ainda vale a pena se esforçar para chegar lá? Para quê? Para quem? Como o funcionamento das próprias instituições contribui para tornar a educação superior mais aberta e democrática? É o que tentamos discutir neste livro.

logo SRHE
logo IFCS
logo CNQq
logo Faperj
  • Instagram
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • YouTube
bottom of page